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Sobre a Comida e a Bebida



E depois um velho Dono de uma estalagem, disse, Fala-nos da

Comida e da Bebida.

E ele respondeu:

Deverieis viver da fragrância da terra, e, tal como uma planta, sustentar-vos

com a luz.

Mas como tendes que matar para comer, e retirar o recém nascido do leite da

sua mãe para aplacar a vossa sede, então fazei disso um acto de veneração, e

fazei um altar onde os puros e inocentes da floresta e da planície sejam

sacrificados para aquilo que é mais puro e ainda mais inocente no homem.

Quando matardes um animal, dizei-lhe com todo o coração:

Pelo mesmo poder com que te abato, também eu sou abatido; e também eu

serei consumido.

Porque a lei que te entregou nas minhas mãos me irá entregar a uma mão

mais poderosa.

O teu sangue é o meu sangue mais não são do que a seiva que alimenta a

árvore do céu.

E quando esmagardes uma maçã com os vossos dentes, dizei com todo o

vosso coração:

As tuas sementes viverão no meu corpo, e os botões do teu amanhã

florescerão no meu coração, e a tua fragrância será a minha respiração, e juntos

nos regozijaremos em todas as estações.

17

E no outono, quando colherdes as uvas das vossas vinhas, dizei com todo o

coração:

Também eu sou uma vinha e o meu fruto será colhido para o lagar, e, tal

como o vinho novo, serei conservado em jarros eternos.

E no inverno, quando provardes o vinho, que haja no vosso coração uma

canção para cada taça;

E que na canção haja a recordação dos dias de outono, da vinha e do lagar.